Mario Lemire Junior (Canadá)
Na noite de 5 de Setembro de 1994, em Sainte-Adèle, um homem, numa crise de desespero, tenta suicidar-se incendiando o seu apartamento onde vive com o seu bebé de 9 meses. O homem morreu, mas o seu filho de 9 meses sobrevive e é submetido a cerca de 30 operações ao longo dos anos. Ficou sem pernas e passou 2 anos no hospital. Hoje Mario Lemire Junior gostaria de ter outra vida, mas é um rapaz feliz de viver e gosta de ir à escola. Ele vive com Mario e Myriam Lemire, os seus pais adoptivos.
Elisabeta Abraham (Roménia)

Em 1998, na vila romena Soard, uma jovem cigana vem ao mundo. Ela é invisual. A sua família habita numa casa em velha em mau estado. O seu pai está sem trabalho à mais de um ano. Um dia, enquanto distribuía pão às crianças ciganas, David McGuire, trabalhador humanitário inglês, encontrou Elisabeta cuja história o tocou. Ele pagou do seu bolso uma operação ao olho direito num hospital local, mas não teve grandes resultados. Finalmente, graças ao medico americano, Dr James Ogden, Elisabeta é tratada nos EUA e melhora da vista do lado esquerdo e parcialmente da do lado direito. Elisabeta poderá aprender a ler usando óculos.
Chris Stewart (Inglaterra)

Quando os bombeiros retiraram Chris, piloto de corrida júnior, dos destroços do seu mini, após um terrível acidente, a criança já não respirava mais. O pediatra que se encarregou do seu caso no hospital de Southhampton numca tinha visto tal ferimentos: a cabeça tinha-se separado parcialmente dos ossos do pescoço. Esta ferida chamada occipito-atloïdienne é quase sempre fatal. Há 7% de possibilidades de sobrevivência. Chris foi operado e milagrosamente, 2 semanas após o acidente, estava a sair da cama dos hospital.
Donald Ray Expose (Estados Unidos)

Donald Expose perdeu a sua mãe em Agosto de 2005, quando o furacão Katrina deixou Nova Orleans destruída. No campo de refugiados para onde tinha sido enviado, em Houston, no Texas, ele encontrou Ashley Bryan, uma voluntária deficiente que se ocupou dele e que tentou encontrar a sua família. Ele sofre de stress pós-traumático e de depressão. Encontra alegria apenas nos seus desenhos. Ashley acaba por encontrar a sua tia Nicole, que também ficara com quase tudo destruído devido ao furacão. Ela tem duas crianças para alimentar (uma das quais um autista) mas mesmo assim acolhe Donald. Graças ao seu talento de ilustrador, Donald pode entrar numa escola especializada.
Miles Coulson (Estados Unidos)

Miles tinha duas semanas quando deu entrada de urgência no hospital: ele tinha dificuldade em respirar, a sua pele estava coberta de manchas, os seus membros estavam frios. O seu coração tinha sido atacado por um vírus que o fez inflamar e o enfraqueceu terrivelmente. Os seus rins e o seu fígado ameaçavam parar de funcionar. A criança ficara oito dias ligada a uma máquina com as funções do coração e pulmões. Menos de um mês depois, os exames mostravam que tinha de sofrer um transplante cardíaco. Após vários meses de espera, o bebé consegue o ser transplantado com sucesso. O pesadelo durou cerca de 8 meses e as primeiras palavras de Miles foram "bebé doente".
Samu Grundström (Finlândia)

Samu nasceu prematuramente a 25 de Julho de 2000, sem nariz e com vários problemas na articulações e nos ossos: Chondrodysplasia punctata. Em 2005, uma operação chega a estabilizar a sua coluna cervical, mas ele continua paralisado e a sofrer de atrofias. Implantou-se então no seu pescoço uma estrutura metálica, mas as tiras de titânio acabaram por ceder, provocando lesões na medula espinal.. Em Dezembro de 2006, os médicos transplantaram-lhe dois ossos das suas costas para formar uma ponte óssea entre a cabeça e a coluna vertebral. A operação foi um sucesso e Samu volta a sua casa antes do Natal. Hoje desloca-se numa cadeira de rodas motorizada e começou a escola em Dezembro de 2007. A sua matéria favorita é a educação física.
Fanni Illés (Hungria)

Se bem que a sua filha tenha nascido sem pernas e com as mãos deformadas, os pais de Fanni decidiram muito cedo que ela viveria como uma criança normal. Há 12 anos um médico recomendou-a fazer natação para melhorar a sua postura. Muito dotada, aprendeu a uma velocidade espantosa. Menos de um ano após ter aprendido a nadar, Fanni participa numa competição para atletas deficientes e classifica-se entre os melhores. Ganha o ouro em competições nacionais para atletas deficientes, e razia cinco primeiros lugares aquando de uma competição internacional no Egipto. A familia e os amigos criaram uma fundação para permitir-lhe prosseguir a sua carreira de atleta sem estar a incomodar da carga financeira.
Anna Williamson (Estados Unidos)

Em abril de 2000, Susan Williamson fica a saber que a pequena filha que transporta é atingida de Spina Bifida. O feto tinha um buraco na região lombar, que expõe os seus ossos e os seus nervos. A criança poderia ser operada ao nascimento, mas essa operação não resolveria todos os problemas. Propõe-se então ao casal um novo procedimento prometedor: reparar, dentro do útero, a lesão causada pelo Spinia Bifida. Uma operação arriscada, mas que poderia resolver o problema. Susan e Jason decidem tentar a sua possibilidade: procede-se ao reparar do buraco na parte inferior da coluna do bebé e fecha-se novamente o útero.
Anna nasce a 12 de Agosto de 2000, cinco semanas antes do normal mas sem sinais evidentes de hydrocéphalie. É hoje uma pequena rapariga com saúde e feliz.
Andrew Bateson (Estados Unidos)

Numa noite de Julho de 1997, com 6 anos de idade, Andrew teve as suas primeiras dores nas pernas. A sua mãe deitou-o após lhe ter administrado Tylenol, mas na manhã do dia seguinte a sua pele estava cinzenta e o seu peito e estômago estavam cobertos de manchas. Descobre-se que a criança sofre de méningococcémie, uma infecção muito rara do sangue, e potencialmente mortal. As toxinas libertadas no corpo provocam um grande enfraquecimento do sistema imunitário. Após 14 dias, uma tomografia revela que ele não tem mais circulação sanguínea sobre os joelhos. Os tecidos morreram e os médicos tiveram de lhe amputar as pernas para lhe salvar a vida. Andrew, que tem agora próteses, retomou todas as actividades desportivas: corre, anda de patins e de bicicleta.
Milagros Arauco (Peru)

Quando Sara Arauco deu à luz em 2004 a sua pequena rapariga numa aldeia peruana, não lhe foi permitido ver a sua bebé: as pernas estavam unidas e os seus pés formavam um V, como a barbatana de um peixe. "A pequena Sereia" como foi baptizada rapidamente pela imprensa sofre de uma malformação rara chamada sirénomélie. As suas possibilidades de sobrevivência são muito poucas.
Quando ouviu falar de Milagros, o Dr Luis Rubio, cirurgião plástico, a trabalhar no hospital da Solidariedade, em Lima, quis operar a menina. Depois de várias intervenções, o Dr Rubio separou definitivamente as pernas de Milagros em Setembro de 2006. Em Outubro do mesmo ano, a pequena deu os seus primeiros passos.
Mary Justin Galansa (Filipinas)

Era impossível imaginar para o pai de Mary Justin onde ir buscar tanto dinheiro para reparar o buraco que a sua filha tinha no coração e só assim poder salvá-la. Mary Justin desmaia cada vez com mais frequência. Ela corre o risco de morrer de um instante para o outro.
Um dia decidiram contactar a fundação Herbie que presta apoio financeiro às crianças dos 4 cantos do mundo para que possam ser operadas no hospital pediátrico de Toronto. Depois de meses de espera, os pais receberam o veredito: Mary Justin será operada e salva.
Martunis (Indonésia)

(Destaque para a camisola de Portugal)
Martinus é um milagre: uma equipa de televisão britânica encontrou-o numa praia de Sumatra 19 dias depois do tsunami ter afectado e indonésia. Contou que durante três semanas, ia comendo o que ia encontrado. Para beber ia a charcos com água. Nunca durante esta terrível prova ele deixou a sua camisola de futebol, com o número 7 da selecção portuguesa. Foi depois de ter sido encontrado cheio picadelas de mosquitos e muito magro que ficou a saber que tinha perdido a sua mãe e os seus irmãos.



